segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DVORAK VS QWERTY




DVORAK VS QWERTY


Em 1875, Christopher Latham Sholes, de nacionalidade Americana, foi o responsável pela reorganização do teclado da máquina de dactilografia e consequentemente o criador do teclado mais usado no mundo, o QWERTY.

A primeira máquina de escrever foi patenteada nos Estados Unidos em 1868 por Christopher Sholes Latham. Neste primeiro projecto, as teclas do teclado foram dispostas em ordem alfabética. No entanto, a disposição inicial das mesmas causava um bloqueio no mecanismo das rudimentares máquinas de escrever do século XIX. Para resolver o problema, Sholes mudou a disposições das letras, sendo que as utilizadas com maior frequência (na língua inglesa) foram separados em duas metades opostas do teclado numa tentativa de desacelerar a escrita e diminuir o seu bloqueio. Ao novo teclado foi dado o nome de QWERTY. O seu nome deriva das seis primeiras letras da segunda fila (horizontal). No entanto a solução de Sholes, apesar de ter sido inovadora e ter minimizado o problema, foi bastante criticada por diminuir a velocidade da escrita e a sua eficiência.

Com a necessidade de acabar com a lentidão do teclado do Sr. Sholes, surge através de August Dvorak um novo teclado com o objectivo de maximizar a eficiência da digitação. A fila do meio foi considerada a mais importante, composta pelas vogais e por mais algumas consoantes. Fazendo uma distinção entre a disposição das vogais (lado esquerdo) e das consoantes (lado direito). De acordo com Dvorak, antes da Segunda Guerra Mundial, estudos revelaram que, após três anos de prática num teclado QWERTY, a velocidade média de digitação de um aluno era de 47 palavras por minuto. Dvorak descobriu que era necessário apenas uma média de 52 horas de treino no seu teclado para atingir a velocidade média obtida no QWERTY. No final do estudo, concluiu-se que a velocidade no Dvorak fora 74% mais rápida que no QWERTY, e a sua precisão tinha aumentado 68%. Estima-se que, a distância percorrida pelos dedos de um dactilógrafo num teclado QWERTY durante um dia de trabalho era, em média, 12 a 20 Km. No teclado de Dvorak os dedos viajavam menos de metade e a velocidade de digitação era muito superior.

A partir da década de 1970 quando a IBM lançou o seu primeiro computador pessoal, houve uma transição dos teclados das máquinas de escrever para os computadores. O então teclado modelo M (QWERTY) foi um verdadeiro sucesso. Talvez seja esta uma das razões para que actualmente ainda seja o modelo mais utilizado. Embora se possa encontrar outros modelos de teclado como o DVORAK, a maioria dos fabricantes de computadores e do seu hardware continuam a comercializar um teclado que há um século fazia sentido, mas que hoje, é um entrave à produtividade.

Na última década, o teclado tradicional e a sua evolução não foi uma prioridade no que toca ao desenvolvimento na área da informática. Talvez os teclados estejam a chegar ao fim. Inovações tecnológicas como o uso de reconhecimento de voz como o SIRI e touch-screens podem ser o fim do teclado tradicional que nos foi fundamental durante quase 140 anos. Hoje em dia, em que todos nós usamos computadores, o bloqueio do mecanismo já não é um problema. Além disso, os computadores agora permite-nos alternar entre os layouts, podendo usar vários tipos de teclado como o QWERTY, o Dvorak, o Colemac, etc continuando a utilizar o mesmo equipamento.

Apesar de estudos confirmarem alguma superioridade na velocidade de digitação, a maioria das pessoas, que se habituaram a escrever num teclado QWERTY são relutantes quanto a uma mudança para um novo sistema de teclado mesmo que isso lhes traga benefícios. Eu quis experimentar e este trabalho (707 palavras) foi elaborado num teclado DVORAK e foram necessárias 3:17h para ser concluído.

Aqui ficam dois links que achei interessantes:

www.sppedtest.aoeu.nl

http://learn.dvorak.nl/

Num deles podem aprender a escrever no teclado Dvorak, e no outro, descobrir qual a velocidade da vossa escrita (está em inglês o que interfere no resultado). O meu foi de 43 palavras por minuto no QWERTY e 14 no DVORAK. Obviamente que ainda tenho muito que treinar.

Para concluir, um video que encontrei durante a pesquisa do meu tema e que não poderia deixar de partilhar. Uma senhora que ficou presa às maquinas de dactilografia... muito engraçado.


Aluno: João Cajuda / Nº20110111

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